Nossa casa

A primeira semana!

01:48

 Chegámos a Rochester, num sábado, e apesar da imensa vontade de conhecer a cidade passámos o primeiro fim de semana em casa, fizemos apenas alguns telefonemas para quartos/casa.
A segunda e terça, foram essencialmente passados em orientação. Foram várias horas para nos apresentar, contar e explicar, diversas factores associados a Mayo clinic, o meu futuro local de trabalho. Estas horas também permitiram conhecer algumas pessoas, e reparar como haviam alguns hábitos diferentes dos da nossa terra, como o constante abrir de coca-colas, ou outras bebidas idênticas, durante toda a manhã incluindo as 8horas da manhã
Depois disso algumas horas eram dedicadas à procura de casa,
Na terça finalmente encontrei esta casinha/apartamento (na imagem) onde eu e o Igor estamos agora, fica bem pertinho do trabalho, cerca 7 minutos a pé, o que é óptimo porque em breve começa a nevar.
Quarta fui conhecer o laboratório. A minha primeira impressão foi “isto não tem janela, como me vou orientar”. As pessoas foram simpáticas, ensinaram-me o básico, onde era o  refeitório, casas de banho, a minha bancadinha, e assim.
Ao fim do dia fui comprar coisas para casa com a Amy (a mulher com quem estava a viver),  que me ajudou imenso, lembrou me de tudo, mas confesso que foi das compras mais complicadas da minha vida, porque eu não sei o nome de nada, ou praticamente nada, de coisas para casa em inglês , já estão a imaginar ela dizer que precisava de uma BLANKET, eu dizer que sim, mas sem sequer imaginar o que era, claro que depois via e percebia. Desde já aqui um grande Obrigado a Amy, que foi espectacular comigo.
Quinta assinei papelada e mudei-me, fui ao supermercado, ao que sabia que estava mais perto, um Hy-vee, e recomeçou a luta para saber onde estavam, e o que era a comida, pois as arrumações, embalagens é tudo diferente. Passei então, a minha primeira noite sozinha nesta cidade, sem internet, tv ou companhia, apenas com o Burro, e a realidade acabou por cair sobre mim, desesperei durante 2 minutos, 3 ou 4 vezes.
Sexta, levantei me as 6h, porque tinha labmeeting às 7:30. Às 6:45h parti em busca de um edifício e sala que não sabia bem onde era, mas que encontrei com facilidade, porque apesar de a Mayo clinic ser bastante grande, tem várias indicações. De seguida passei o dia no laboratório a ler papers, e na Internet a procura de informações sobre a cidade. Mandei mail a perguntar a Amy, onde podia comprar um telemóvel, e depois de estudar os mapas dos autocarros, parti para mais uma pequena aventura, uma viagem com um fim que não sabia onde era. Finalmente tinha telemóvel, já me podiam ligar de borla. Vim para casa e tentei fazer um simples jantar, pensava eu, porque tive uma luta com um abre latas e uma lata, não consegui abrir de forma nenhuma, e só me vinha dois pensamentos à cabeça: o primeiro era se tivesse net, conseguia ver como este abre latas funciona, mas não tenho, e segundo, como é que este povo tão evoluído não tem latas de abertura fácil, a não ser as de coca-cola. 
No fim de semana pensei que podia dormir até tarde, mas como nesta cidade, as pessoas também não sabem o que são persianas, assim que o sol nasce a luz aparece, e só dormi mais umas duas ou três horas. Levantei-me, e antes de me  aperceber que estava sozinha, a minha mãe telefona-me (o que é sempre importante para perceber que vocês ainda estão ai). Depois disto fiz o almoço, consegui utilizar/perceber o abre latas, com tanta facilidade que parece que estava burra no dia anterior, e fui comprar uma tv e um cortinado que não deixa entrar luz (ou melhor, deixa, mas muito menos). No entanto tudo parecia simples nesta ida ao Wallmart, supermercado que também vende material electrónico e roupa, se não tivéssemos tido o um acidente, coisa que só me tinha acontecido umas 2 vezes em Portugal,  mas o pior é que tive de dar os meus dados, para o caso de ser necessário testemunhas.
Assim resumi, com pormenores a minha primeira semana.

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